Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Salvem o Noddy!

Diz que por estes dias decorreu no nosso país uma coisa apelidada de Cimeira UE – África. Chamo-lhe “coisa” porque, como já aqui referi, sou uma moça do povo e não ligo nenhuma a estas politiquices que, volta e meia, estorvam o quotidiano pacato de qualquer um de nós mas, também porque ignoro completamente a índole ou finalidade de tal evento.

Em boa verdade, estes acontecimentos passam-me de tal forma ao lado, que só dei conta da tal “coisa” pois, curiosamente, esta coincidia com o dia do magnífico e almejado espectáculo do Noddy.

Eu não tenho nada contra a Cimeira mas, acho indecente que se tenha montado um aparato policial desmedido só para proteger uns quaisquer senhores que, indagando uma agradável e cómoda estadia de dois dias completamente à borla num país tão soalheiro como o nosso, lá fizeram o frete de dar um pulinho até aquela “coisa”, distribuir indiscriminadamente abraços e apertos de mão e, eloquentemente proferir um ou outro discurso dizendo aquilo que todos ambicionavam ouvir.

Então e o Noddy? O Noddy veio cá trabalhar e nem teve direito a um segurançazito esguio que o protegesse dos pequenos bandidos munidos de chuchas, fraldas e muita baba que, totalmente desorientados com a emoção de estar a escassos metros de tamanha vedeta poder-se-iam considerar verdadeiras ameaças à integridade física de tão mítica personagem.

E se acontecesse alguma coisa ao Noddy? Eu acho que não conseguiria recuperar do choque. Nem eu, nem qualquer pessoa que possua um terrorista em idade pré-escolar em casa.

Caso acontecesse alguma coisa ao Noddy, a culpa seria indubitavelmente do “Socras” ou lá o que é e, de todos os outros participantes daquela “coisa” que, julgando-se o centro do Mundo, desviaram toda a protecção policial para si tentando assim imunizar-se de um possível atentado terrorista ou outra coisa qualquer menos vistosa. Mas porque raio é que os terroristas lhes haviam de fazer mal? Eu sempre ouvi dizer que “quem não deve, não teme”!

Aliás, em termos estatísticos, e após um exaustivo estudo dirigido com todo o rigor cientifico, chegou-se à surpreendente conclusão que o Noddy tem 90% de probabilidades de ser atacado por um mini-terrorista babão, enquanto que a probabilidade de verdadeiros terroristas estarem interessados em vir perder tempo para Portugal e gastar bombas preciosas com aquela gente é de apenas 0,000000001%.

Ao cuidado do senhor “Socras” e condiscípulos: para a próxima, deixem um ou dois polícias para proteger o Noddy. Os elementos dos agregados familiares com crianças pequenas deste país agradecem.             


Publicado por Anna às 17:36
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