Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Isto é um escândalo!

Realmente, é quando menos esperamos que as coisas acontecem. E não são só as coisas más! Veja-se. No dia seguinte à criação deste blog (o que aconteceu porque pensei que tão cedo não encontraria emprego), recebi um telefonema (ou melhor, “o” telefonema). Do outro lado, a minha futura chefe a oferecer-me trabalho. Finalmente! Tão longa a espera, tão próximo o desespero e eis que tudo muda.

Não podia estar mais satisfeita mas, mesmo assim, a par da felicidade encontrei um medo atroz. Passou tanto tempo que acho que já nem sei como se executam algumas das tarefas mais elementares da minha profissão. Será uma espécie de recomeço (apesar deste ser o meu primeiro emprego) e, só me resta esperar que os mais calejados nestas andanças sejam brandos comigo. 

Desta forma, passei oficialmente a integrar o reduzido grupo de recém-licenciados em Enfermagem com emprego. E é mesmo reduzido. Escandalosamente reduzido!

Escandalosa e, simultaneamente, curiosa é uma notícia publicada no Correio da Manhã que enuncia o seguinte: “Um em cada dez profissionais de saúde no Alentejo é estrangeiro. Dos 2365 médicos e enfermeiros em funções (…) mais de 200 não são portugueses.” Como é possível uma coisa destas?

Quanto aos médicos não sei, mas no que respeita aos enfermeiros há por aí muitos sofregamente em busca de emprego e dispostos a trabalhar em qualquer ermo deste país. Embora a notícia se refira especificamente ao Alentejo, a verdade é que a conjuntura se repete um pouco por todo o território luso, quer seja nos grandes centro urbanos, quer nas regiões mais desertificadas.

Eu cá sou uma rapariga do povo e pouco ou nada percebo de política (em particular a que se pratica neste país) mas, não é preciso ser muito astuto para concluir que algo aqui está mal. Se calhar, era capaz de não ser má ideia que se desse prioridade ao emprego de quem nasceu em Portugal, estudou em Portugal e pretende ficar e investir em Portugal. Depois, havendo ainda falta de enfermeiros, então sim, “importá-los”. Talvez deste modo, se conseguisse reduzir o desemprego alarmante que se vive nesta classe profissional e, consequentemente, toda a precariedade que caracteriza cada vez mais esta profissão que, por mais que alguns o tentem negar, é indispensável ao funcionamento do sistema de saúde.   


Publicado por Anna às 22:15
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